As iniciativas para ampliar o acesso à documentação civil em Mato Grosso do Sul têm alcançado resultados significativos. A estratégia, conduzida pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e pelo Instituto de Identificação Gonçalo Pereira, prioriza a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN).
Essas ações são parte do Contrato de Gestão com o Governo do Estado, alinhando-se a políticas de inclusão. Em 2025, mais de 130 mutirões itinerantes foram realizados, promovendo a emissão de 10 mil documentos para comunidades ribeirinhas, quilombolas, indígenas, rurais e outras em situação de vulnerabilidade.
A perita papiloscopista Ana Lacerda destaca a importância do contato direto com a população beneficiada: “No mutirão, o atendimento é intenso, mas também muito próximo das pessoas. A gente escuta, entende a realidade de cada lugar e organiza o atendimento para que ninguém fique sem o documento”, compartilha ela.
Os mutirões são organizados conforme as demandas municipais, levando equipes de peritos papiloscopistas para realizar coleta biométrica e orientar sobre o novo modelo de identidade. Muitas dessas ações contam com a participação de diversos órgãos, reunindo múltiplos serviços públicos no mesmo espaço.
O diretor do Instituto de Identificação, Daniel Ferreira Freitas, enfatiza: “Quando ampliamos a emissão da identidade, ampliamos também o acesso do cidadão a políticas públicas essenciais”.
A estrutura para emissão de identidade conta ainda com 93 postos em todo o estado. Apenas em 2025, 342.170 carteiras foram emitidas, somando 651.247 desde janeiro de 2024.
O Instituto realiza adicionalmente atendimentos domiciliares para pessoas com dificuldades de locomoção. Rodrigo Rosa, perito papiloscopista, afirma que "servir à população é mais do que um dever: é um compromisso humano", destacando a importância do atendimento humanizado.
A emissão de CIN também contempla pessoas com deficiência, emitindo 3.931 carteiras com o símbolo do TEA e 5.469 para outras deficiências, garantindo acesso a serviços prioritários.
Além disso, esforços são dedicados a contextos específicos, como o sistema prisional, com cerca de 1.000 emissões previstas para 2025, auxiliando na regularização documental dos internos.